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São muitas as histórias trágicas ligadas a trotes violentos cometidos nas universidades brasileiras. Em 1980, o estudante Carlos Alberto de Souza, calouro da Universidade de Mogi das Cruzes, morreu vítima de
espancamento, por resistir ao corte de cabelo dentro do “trem dos estudantes”, que ia da capital ao interior.

Entre inúmeros casos de morte por intoxicação, perda de audição, queimaduras de terceiro grau e outras atrocidades, em 1999, outro caso ficou marcado na história do trote no Brasil. Edson Tsung Chi Hsueh, calouro do curso de medicina da USP, foi encontrado morto na piscina da Atlética após churrasco de “confraternização” com os veteranos. As causas da morte de Edson não foram apuradas até hoje.

Histórias como estas acontecem em universidades de todo o mundo. Por outro lado, ao mesmo tempo em que a barbárie continua acontecendo, cresce o número de trotes sociais, solidários e culturais.

A Fundação Educar DPaschoal, desde 1999, incentiva e reconhece as boas práticas de recepção aos
calouros nas universidades através do projeto Trote da Cidadania.

Este projeto existe com o objetivo de abolir a cultura do trote violento nas universidades, oferecendo como alternativa uma forma de trote que estimula a interação entre calouros e veteranos, a partir de uma ação social que desperta, entre outros valores, a cidadania, a liderança, o trabalho em equipe e o protagonismo tanto no veterano quanto no calouro.

A Fundação Educar DPaschoal também busca mostrar ao universitário a importância de sua participação como agente transformador da sociedade e reconhece, por meio do Prêmio Trote da Cidadania, as melhores práticas de trote solidário, cumprindo o nosso papel, que, anualmente, junto a parceiros, reforça esta causa.






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